terça-feira, junho 27, 2006

Um, dois, três copos
o resto nem podia sentir.
Descia tão bem,
que não pude evitar mais um.

Ela,
me olhava e torcia o nariz,
cruzava os braços e chacoalhava as pernas.

E eu mesmo assim continuava,
estava com meus amigos,
que mal havia naquilo?

Nas noites nuas,
era ela que não dormia,
enquanto eu, ficava tranqüilo.

Errei, errei muitas vezes,
ia só esquecendo,
mas esqueci do que não podia,
esquecer do erro é persistir nele.

Não encontrava mais suas mãos,
não senti seu abraço quando precisei,
ela cansou,
simplesmente cansou e foi embora,
e por causa do meu vício,
perdi a mulher que mais amei.

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